Neyde Alice: pesquisadora da Ceplac/Cepec.

Nesta terça feira, dia 27 de julho, no canal Enagro/Youtube, às 19:30 h, teremos a apresentação da oitava live da série de webinars produzida pela Ceplac, intitulada “Qualidade do Cacau e Produção de Chocolate Bean to Bar “.

O assunto será apresentado e debatido pela pesquisadora do Centro de Pesquisas do Cacau da Ceplac/Cepec, Neyde Alice Bello Pereira, com mestrado em Tecnologia de Alimentos, especialização na fabricação de chocolates e uma das pioneiras na produção de chocolate diretamente da amêndoa.

A live tratará dos fatores que influem na obtenção de cacau de qualidade para se chegar ao cacau fino ou premium, destacados pelo aroma e sabor. Enfocará o manejo da colheita e da pós colheita, controle da fermentação, variedade genética do cacaueiro e seu efeito na obtenção de um cacau de qualidade classificado pelo sabor e aroma. Abordará ainda a obtenção do cacau de origem e sua importância para o mercado do cacau e outros fatores para agregação de valor, a exemplo da fabricação de chocolate diretamente da amêndoa, utilizando cacau de qualidade para se chegar aos chocolates finos e com alto teor de cacau.

O crescimento da pequena indústria de chocolate fino na região e o papel inicial da Ceplac na sua orientação e, finalmente, a participação e premiação do cacau e chocolate do Brasil em eventos regionais, nacionais e internacionais e o importante papel desses eventos no estímulo da produção do cacau de qualidade e no crescimento da indústria regional de chocolates serão também temas abordados. Após a apresentação será aberta uma seção debates.

O chefe do CEPEC, J. Marques Pereira, será o moderador da live sobre o cultivo do cacau no Semiárido.

A sétima edição do programa e webinars, promovido pela Ceplac/Mapa da série “Ciência, Tecnologia e Inovação para a cadeia produtiva do cacau”, terá continuidade com a palestra “Produção de Cacau no Semiárido e no Cerrado” que será apresentada pelo pesquisador da Ceplac, Paulo Cezar Marrocos, tendo 50 minutos de preleção e mais 20 minutos dedicados a perguntas e debates.

Pesquisas têm sido realizadas na Bahia, Ceará, Pernambuco e norte de Minas Gerais com objetivo de avaliar o comportamento agronômico de cultivares de cacau em ambiente semiárido para obtenção de dados de adaptação e produção buscando subsidiar a atuação da Ceplac e outras instituições na proposição de estratégias para o cultivo do cacau nesses ambientes.

Os estudos têm mostrado que alguns desses cultivares de cacau avaliados apresentaram bom desempenho agronômico com alta produtividade nos ecossistemas da Caatinga e do Cerrado. Mostram também a necessidade de alguns ajustes tecnológicos a serem solucionados visando manter o fluxo de produção de amêndoas de qualidade, principalmente nas épocas mais quentes do ano.

 Segundo técnicos que acompanham as plantações, o cacau nas regiões semiáridas e do cerrado tem apresentado ótimas perspectivas de crescimento e observam que as conquista e avanços apresentados se devem à capacidade de organização, profissionalismo e qualidade técnica dos produtores e equipes técnicas que vem protagonizando o pioneirismo desse agronegócio nesses ecossistemas.

A Live será apresentada no dia 29 de junho próximo, às 19:30, no endereço: https://youtu.be/qxY7giScRSU.


A atitude hostil do presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, Eduardo Bolsonaro  (PSL-SP), em relação à China voltou a preocupar o agronegócio brasileiro, que tem no país asiático o principal mercado de destino para produtos agropecuários.Nesta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que fala de Eduardo Bolsonaro sobre China não interfere na atuação do governo junto ao país asiático.

Filho do presidente Jair Bolsonaro , Eduardo publicou no início da semana, em uma rede social, declarações — parte delas apagadas pelo parlamentar — em que dizia que o governo da China praticaria espionagem, se a chinesa Huawei for fornecedora de infraestrutura para a velocidade 5G de telefonia celular no Brasil, e que o Brasil aderiu ao programa Rede Limpa , do governo dos Estados Unidos.

O embaixador da China em Brasília, Yang Wanming , reagiu à provocação do parlamentar dizendo que as afirmações do deputado eram "infames e infundadas". Ele alertou que esse tipo de comportamento perturba as relações bilaterais e que Eduardo arcaria com as consequências.

Internada em um hospital desde o último domingo, com Covid-19, a senadora Kátia Abreu (Progressistas/TO), enviou um ofício ao embaixador da China reforçando a importância da parceria chinesa .

A ex-ministra da Agricultura, titular da Comissão de Relações Exteriores do Senado e integrante da bancada ruralista no Congresso , destacou que "posições políticas isoladas não representam a voz dos brasileiros".

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (5) um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí. O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Pedro Leopoldo (MG), por técnica de diagnóstico molecular (RT-PCR em Tempo Real).

O caso ocorreu no município de Parnaíba, norte do estado, em criatório de suínos para subsistência. Segundo o ministério, o estado é localizado fora da zona reconhecida como livre de PSC pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“A ocorrência já foi notificada pelo Ministério à OIE e não há justificativas para restrições ao comércio internacional de suínos e seus produtos. O último foco de PSC no Piauí foi encerrado em novembro de 2019”, afirmou a pasta por meio de nota.

O ministério informou ainda que a propriedade em que se identificou o foco da doença foi interditada e o serviço veterinário estadual está adotando os procedimentos determinados pela pasta para eliminação do foco, incluindo sacrifício dos suínos e desinfecção da propriedade afetada, além de investigações para rastreamento de provável origem e vínculos epidemiológicos.

Peste Suína Clássica 

A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. Não oferece riscos à saúde humana e não tem impacto na saúde pública.

O estado do Piauí faz parte da zona não reconhecida como livre de PSC, juntamente com outros 10 estados (AL, AM, RR, PA, AP, MA, CE, RN, PB, PE). Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de fiscalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente.

A zona livre de PSC do Brasil concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundas da zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC), e não registra ocorrência da doença de PSC desde janeiro de 1998.

O governo federal lançou o Plano Safra 2020-2021 nesta quarta-feira (17). O projeto contará com R$ 236,3 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária nacional. O volume representa R$ 13,5 bilhões a mais em relação ao plano anterior. O valor equivale a um aumento de 6,1%. Os financiamentos podem ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021, conforme reportagem da Agência Brasil.  

"Desse total, R$ 179,4 bilhões são para custeio e comercialização e R$ 57 bilhões para investimentos nos diversos setores produtivos do agro. São valores que foram corrigidos muito acima da inflação do período", explicou a ministra da agricultura, Tereza Cristina, durante cerimônia de lançamento do programa no Palácio do Planalto.  

A expectativa do governo é de que a próxima safra de grãos bata novo recorde, fechando em 250,5 milhões de toneladas, um volume 3,5% superior à safra passada.  

"Nessa pandemia, o campo não parou. Essa região fez com que a alimentação não cessasse nas cidades", disse o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). 

A reportagem traz que do total do Plano Safra, os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano, mais de R$ 6,6 bilhões a mais do que no ano passado. Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano.  

A subvenção ao prêmio do seguro rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares. 

Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Outro setor contemplado será o da pesca comercial, que terá apoio para acessar o crédito rural. Desta forma, a atividade poderá usar os financiamentos para compra de equipamentos e infraestrutura para processamento, armazenamento e transporte de pescado.

A pandemia do novo coronavírus em algum momento vai passar. A economia terá que buscar se reencontrar com a trajetória do crescimento, para sair do buraco em que o vírus a jogou, e o agronegócio, com seus mais de 40 subsetores, será fundamental para sua recuperação. A conclusão é de um estudo setorial desenvolvido pela TCP Partners, uma boutique de investimentos e gestão com atuação de abrangência internacional e com escritório também na cidade de São Paulo.

De acordo com o levantamento, o café, a soja e o milho apresentarão o maior crescimento de receita com expansão de 26%, 14% e 13,5%, respectivamente. "O agronegócio será fundamental para a recuperação da economia, pois vai garantir em 100% o abastecimento da população brasileira e suprirá o mundo com alimentos no pós Covid-19", prevê o economista-chefe e responsável por estratégia de mercado da TCP Partners, Ricardo Jacomassi.

 
O piloto de uma aeronave Embraer, modelo Ipanema, de prefixo PT-VVR, de utilização agrícola precisou fazer um pouso de emergência, no aeródromo de Itabuna, localizado no Bairro Lomanto (que no momento encontra-se desativado), na manhã desta quarta-feira (26), após o avião apresentar falta de combustível e precisar pousar rapidamente na pista local. 
 
Após o incidente, agentes da Diretoria de Trânsito da Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito – Sesttran e Guarda Civil Municipal de Itabuna realizaram a abordagem e fiscalização prévia do piloto do monomotor. Conforme checagem dos agentes de fiscalização do órgão, o monomotor decolou da cidade de Medeiros Neto, localizada no Extremo Sul baiano e tinha como destino o Estado de Alagoas, mas fez o pouso forçado, devido à falta de combustível. De acordo com secretário Valci Serpa, titular da Sesttran, o avião foi vistoriado de forma preventiva.
 
“Vistoriamos toda a aeronave, bem como o interior do veículo que estava em solo, aguardando para realizar o seu abastecimento. Além de buscar a preservação da segurança do piloto e de toda a equipe, quero dizer que todos os envolvidos na operação estavam com seus Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pois não podemos arriscar, uma vez que a Covid-19 está por aí.” concluiu o secretário. “Agentes da Sesttran foram deslocados até o local. 
 
A aeronave não sofreu nenhum dano material e o piloto não se feriu”, relatou o comandante da Guarda Civil Municipal de Itabuna, Ricardo Delmondes. O piloto natural do Rio Grande do Sul, apresentou toda a documentação solicitada e foi liberado, seguindo viagem para Alagoas. Cópias da sua documentação pessoal e da aeronave foram enviadas para o Controle de Tráfego Aéreo, do Aeroporto da Cidade Ilhéus.
 

O Brasil terá safra recorde de 251 milhões de toneladas de grãos de milho este ano, avisa a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O que poucos sabem é que boa parte das plantações hoje, no Centro Oeste e Sul da Bahia, está nas mãos de chineses, americanos e russos. Muito disso será para exportação. Há anos, deputados federais dos maiores Estados plantadores são anfitriões de grandes empresários asiáticos em comitivas que partem de Brasília para visitas a Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia – onde a turma arrenda e compra terras. As câmaras bilaterais de comércio viraram um grande negócio.

 

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