A Pesquisa de Opinião jogada na praça ontem, dia 20/11 - com o candidato a prefeito Augusto Castro na dianteira, com 32 pontos percentuais - está sendo duramente contestada por políticos e técnicos das coligações concorrentes. 

A principal acusação é de que Augusto teria encomendado a colocação de mais questionários nas regiões onde ele tem mais voto e subestimado as regiões onde seus concorrentes diretos – Mangabeira, Azevedo e Fernando Gomes, por exemplo - são mais fortes. 

Os analistas políticos dessas coligações entendem equivocada a distribuição da amostra por região, sendo superestimada a região Centro, com quase o dobro do esperado com base no Censo 2010, regiões Califórnia e Fátima subestimadas com algo em torno de 65% para Califórnia e com menos da metade do esperado no Fátima. 

Denunciam que o material divulgado não detalha a composição de cada região e deveria fazê-lo. Os valores que entendemos corretos para essas regiões, são aqueles compatíveis com o Censo mais recente.

 Consideram ficar claro que candidaturas historicamente mais “fortes” nessas regiões subestimadas podem ter sido “prejudicadas” enquanto resultado do levantamento, e outras mais “compatíveis” com regiões mais centrais da cidade, e tudo o que isso representa em termos de nível de instrução, ocupação, renda, etc, podem ter sido favorecidas pelo levantamento.  

 Dirigentes de coligações afirmam que estão indo aos cartórios eleitorais solicitar os documentos da pesquisa completa para fazer análise e a consequente contestação dos resultados embora estranhem que houve forte divulgação mas a pesquisa não apresenta registro no TRE, o que pode configurar crime eleitoral. A Pesquisa foi realizada pela empresa SócioEstatística e foram aplicados 1.100 questionários.

 Já os candidatos classificam a pesquisa de Castro como verdadeiro “Fake News” para impressionar os eleitores, desestimular ações dos adversários, espalhar uma sensação de que AC “já ganhou” e consideram que é desonesto na reta final lançar uma pesquisa distorcendo a verdade.

Cacá: Lixo caro e depõe contra a imagem turística de Ilhéus.

Indignado com o custo da coleta de lixo e entulhos pago pela Prefeitura Municipal de Ilhéus o candidato a prefeito Cácá afirmou que o prefeito Marão é um irresponsável e não cuida com zelo das coisas de Ilhéus.

Cacá declarou que vai defender o interesse público e reduzir drasticamente o custo desse serviço para a cidade.

Ele lembra que enquanto no governo passado o gasto mensal era em torno de 800 mil reais, no atual governo o custo desse serviço chega a 1 milhão e 600 mil reais, o dobro do praticado quatro anos atrás.

Cacá avalia que o custo atual da coleta é alto, principalmente pela precariedade do serviço prestado. “O que vemos é lixo e entulhos acumulados nas vias, na periferia e no interior, e a Prefeitura pouco faz para melhorar o serviço”, afirma o candidato que possui experiência na estratégia do serviço, adquirida quando exerceu mandato de vice-prefeito.

Se eleito, Cacá garante que vai mudar essa situação e economizar cerca de 600 mil reais por mês no contrato do lixo, o que dará, em quatro anos, uma economia de quase 30 milhões de reais. O valor economizado, segundo o plano de governo de Cacá e Everaldo, será destinado ao Programa Cartão Social Mais Ilhéus.



Faleceu ontem, no hospital de campanha da Fonte Nova, em Salvador, após quase dois meses de luta pela vida o ex-prefeito, empresário e produtor de cacau Gleide Santana, de Ubatã.Gleide, atual vereador, tinha perfil de homem público e costumava colocar posição nas questões que considerava importantes para a região. Assim foi quando fez pronunciamento sobre a situação da cacauicultura na Câmara Municipal de sua cidade e publicou texto na imprensa e redes sociais. Gleide deixa consternada a Familia e legião de Amigos e admiradores.

 A seguir, in memoriam, transcrevemos texto deste seu artigo, publicado em 2019.

 Acorda, gente do Cacau!!!

 Gleide Santana, cacauicultor.

 Nasci aqui na região, sou filho e neto de produtores de cacau, empresário, político, ex-prefeito e agora vereador, portanto, me acho apto, também como Cidadão, a meter minha “colher de pau” no assunto do momento.

 Analisando a situação atual da Cacauicultura, percebo que uma caixa preta poderá ser aberta a qualquer momento com decisões sobre o destino da Ceplac e, consequentemente, do Sul da Bahia e da Cacauicultura brasileira.

 Alguém “vendeu” ao governo federal ideias tais como acabar a extensão rural da Ceplac, transferir o Banco de Germoplasma da Instituição para a iniciativa privada (e aí nós produtores pagaríamos royalties pelos clones para eles?), transferir funcionários do órgão da lavoura para outra entidade, lotear os prédios da sede da Ceplac, transferir o que resta da Ceplac para a também combalida Embrapa, que a Ceplac é antro de petistas (o que não é verdade) e por aí vai...

 Meu Deus quanto absurdo! Olha, gente. Primeiro e pra começo de conversa, o Brasil deve muito, mas muito respeito mesmo, à nobreza do fruto de ouro do Cacau. O Cacau cumpriu aqui entre nós, pra falar só da Bahia, uma trajetória respeitável, aonde já chegou a gerar mais de um bilhão de dólares de receitas anuais para o país. Aqui, o cacau construiu verdadeira civilização. Com toda a sua força e magia, o Cacau, escreveu em terras baianas uma fantástica história cultural, econômica, política e social.

 Aqui, a saga do cacau inspirou uma obra cultural de porte universal com o nosso Jorge Amado, financiou o Estado, impulsionou a economia, gerou desenvolvimento, erigiu fortunas empresariais e pessoais, construiu cidades, sustentou gerações, gerou divisas e... abasteceu o mundo.

 O cacau caiu! Nos últimos 30 anos, das 400 mil toneladas que produzíamos fomos reduzidos para perto de 100. Mas também pudera! Com queda internacional dos preços, secas que mataram milhares de plantas em toda a região, retração do crédito ao produtor (como adubar o solo, como fazer as práticas agrícolas?), elevação absurda do preço dos insumos, com a retirada do orçamento e da autonomia da Ceplac, a extinção das escolas que formavam jovens técnicos agrícolas, que capacitavam proprietários, administradores e trabalhadores rurais, com a redução da força da assistência técnica e da extensão rural, a evasão de mais de 250 mil trabalhadores rurais capacitados para trabalhar no cacau foram inchar a periferia das cidades e por último com a chegada da vassoura de bruxa!!!. Quantos males convergentes nesse período e ainda querem que a região tenha a mesma produção? Por acaso é culpa da Ceplac? Mas o Cacau é antes de tudo um forte e resiste!

 Este é o quadro. Está satisfatório? Nem para o País, nem para a o Sul da Bahia, nem para o Produtor. E aí? Aí, acho que é indigno para a nobreza deste verdadeiro Fruto de Ouro que tanto já deu e pode dar a nosso País que nós não saibamos o que fazer com o Cacau para dele voltar a extrair o melhor que pode nos dar...

 Pelo jeito, parcela da sociedade acha que amesquinhar a única instituição capaz de gerar ciência e tecnologia para dar suporte à produção é a solução! E os seis Estados brasileiros que produzem cacau vão concordar com isso? Poderão desenvolver seus planos com o Cacau sem uma ciência e tecnologia fortes? Acaso foi produzida uma discussão franca e aberta sobre a questão da Cacauicultura brasileira? E o sul da Bahia – quase 4 milhões de brasileiros - que vivem da economia do cacau vai ficar muda?

 Tenho conversado com muitos técnicos, produtores rurais, políticos, empreendedores e todos são unânimes em perceber (por incrível que pareça) que uma grande oportunidade se descortina agora diante da Cacauicultura brasileira. Só falta a gente ter bom senso!

 O Cacau ainda é um dos melhores negócios do mundo. Tem mercado garantido, tem preço e tem o mais importante: um consumidor que, como eu, adora chocolate, ainda mais do chocolate feito com o cacau brasileiro, com teor elevado de cacau, que é produzido sob floresta atlântica, sem mão de obra infantil, com ações para melhoria da qualidade.

 Gente do céu, só não vê quem não quer. A ciência e tecnologia da Ceplac está executando junto com os produtores um projeto de Alta Produtividade, com resultados inacreditáveis, narrados espontaneamente pelos próprios produtores participantes, de 100, 200, 300 e até, pasme, 500 arrobas por mil plantas! Isso é verdadeiramente fantástico, porque é feito numa região onde a produtividade média caiu para 18 arrobas por hectare. E o produtor está fazendo isso no “peito e na raça”, sem acesso a crédito ou apoio oficial algum!

 Esta mesma Ceplac agora, brutalmente ameaçada, acaba de entregar os primeiros projetos de Manejo da Cabruca. Sabe o que significa isto? Que Cacauicultores que produzem cacau sob floresta poderão, respeitando a diversidade de fauna e flora, nascedouros etc., poderão, responsável e legalmente, manejar a mata para abrir espaço para a luminosidade do sol entrar e aumentar sua produtividade. São 200 mil hectares do chamado cacau Cabruca que poderão produzir muito mais.

 É uma grande notícia para aos produtores. Mas é também o resultado de um projeto que a Ceplac vem desenvolvendo há mais de 10 anos, ali em Barro Preto, junto com a Mars Cacau, prefeitura local, sindicatos, o Inema e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, sob supervisão do Ministério Público. É talvez o único caso do mundo em que uma Instituição consiga que uma prática agrícola chegue ao status de Decreto, aprovado e colocado em prática!

 De resto, todo negócio precisa de proteção e segurança. Você precisa conhecer o que a Ceplac está fazendo no campo da prevenção contra a possível – Deus queira que não – chegada de mais uma doença, como foi a vassoura, a tal Monília. Que trabalho! É digno de nossa reverência aos técnicos envolvidos nesse trabalho, como forma de gratidão!

 Do que precisamos então? Juízo e bom senso, enquanto é tempo. Respeito ao Cacau. Discussão responsável, clara, aberta (nada de caixas pretas!) fortalecimento da ciência e tecnologia, crédito ao produtor que quer buscar a alta produtividade e uma política para o cacau brasileiro. O bilhão de dólares que já geramos está logo ali na frente!

 Temos certeza que a Ministra da Agricultura Teresa Cristina e o próprio Presidente Jair Bolsonaro ao conhecer com mais profundidade a história do Cacau, das regiões produtoras e da necessidade de apoio à ciência e tecnologia desenvolvida pela Ceplac, ainda mais sabendo que um plano para o Cacau gera imediatamente mais de 250 mil empregos diretos e triplicaria em apenas 5 anos as divisas em dólares que entram no País hoje, inspirarão medidas responsáveis e bem ajuizadas para a melhoria do desempenho da Cacauicultura brasileira. Essa é a nossa esperança; essa é a nossa certeza.

 Conte comigo nessa nobre luta!

A pesquisa “Retratos da Leitura”, divulgada nesta sexta-feira (11), indica que os brasileiros estão lendo menos. De acordo com O Globo, o estudo apontou que o país perdeu 4,6 milhões de leitores em quatro anos. Segundo os dados, em 2019 108,7 milhões de brasileiros (56% da população) disseram ter lido pelo menos um livro, inteiro ou em partes. O número é menor do que de 2015, quando 115,9 milhões de pessoas (62%) leram pelo menos uma obra.

Apesar da queda, a média nacional de leitura por ano é de cerca de cinco obras por pessoa, anualmente, sendo metade delas lidas integralmente a outra de forma parcial. A pesquisa indicou também que dois em cada três brasileiros que leem costumam deixar o livro antes de concluir, e 28% dizem ler mais de uma obra ao mesmo tempo.

Realizado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, o estudo mostrou também que a bíblia é o livro mais lido no país, com 35% da preferência dos brasileiros. Os demais gêneros favoritos no Brasil são contos (22%), livros religiosos (22%), romances (22%) e livros didáticos (16%). 

O recorte regional mostrou que o Sudeste teve a maior queda em 2019, passando de 61% em 2015, para 51%. Centro-Oeste e Nordeste também caíram para, respectivamente, 46% e 48% no ano passado. Já o Sul subiu de 50% para 58% e o Norte liderou no percentual de leitura: 63%.

A pesquisa considera como leitores pessoas que leram ao menos um livro, inteiro ou partes, nos três meses antes do levantamento dos dados, que ocorreu entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. Para o estudo foram feitas 8.076 entrevistas, em 208 municípios de 26 estados. (BN)

Sem acordo entre funcionários e empresa, a greve nos Correios irá a julgamento, informou o Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com a assessoria do tribunal, o processo será relatado pela ministra Kátia Arruda, que integra a Seção Especializada em Dissídios Coletivos. Ainda não há data para o julgamento. Segundo o TST, nestas quarta (26) e quinta (27), houve reuniões no tribunal entre representantes dos trabalhadores e dos Correios, mas não houve acordo para a suspensão da paralisação.

O vice-presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, apresentou uma proposta de renovação das 79 cláusulas vigentes no acordo coletivo, sem reajustes nas cláusulas econômicas. A proposta chegou a ser aceita pelos empregados, mas os Correios só aceitaram a manutenção de nove das cláusulas.

A paralisação dos trabalhadores dos Correios começou no último dia 17. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares, os grevistas são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos.

A entidade argumenta que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual acordo coletivo, que estaria em vigência até 2021.

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gratuita tem expectativa de ser emitida por pessoas de baixa renda em todos os estados do país. Acontece que já está em andamento o texto da proposta do Projeto de Lei (PL) nº 3.904/2019, de autoria do deputado federal Emerson Miguel Petriv (PROS-PR).

A proposta do parlamentar tem objetivo de que a carteira seja empregada em fins profissionais.

A ideia é que o programa alcance todo o território nacional. Sendo assim, o projeto esclarece que todas as etapas de emissão do documento serão gratuitas, desde os exames obrigatórios.

“Para as camadas mais pobres da população a Carteira Nacional de Habilitação – CNH constitui uma oportunidade a mais de conseguir emprego, de exercer uma atividade econômica. No entanto, com as exigências criadas pelo Código de Trânsito em vigor o custo com aulas, exames, prova de direção e outros custos administrativos, tem constituído impedimento para esta parte da população acessar os serviços de habilitação”, disse o deputado.

Justificativa – CNH Social
De acordo com o deputado, o projeto de lei tem por finalidade instituir o Programa CNH Social no âmbito nacional, destinado às pessoas de baixa renda, com a finalidade de possibilitar o acesso gratuito aos serviços de habilitação para conduzir veículos automotores.

A partir desta terça-feira (18), as agências da CAIXA passarão a funcionar em novo horário, das 8h às 13h, para o atendimento a serviços essenciais. O banco reforça que não é preciso madrugar nas filas, pois todas as pessoas que chegarem nas agências durante o horário de funcionamento serão atendidas.

Os recursos do Saque Emergencial do FGTS e do Auxílio Emergencial podem ser movimentados pelo aplicativo CAIXA Tem. Os usuários que precisam atualizar o cadastro no aplicativo, podem enviar a documentação pelo próprio App.

Nesta terça-feira, começa o saque em espécie do Auxílio Emergencial para os beneficiários do Bolsa Família com NIS final 1. Já no Saque Emergencial do FGTS, atualmente, podem realizar saque em espécie os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro.

Os pagamentos do Auxílio Emergencial e do Saque Emergencial do FGTS seguem os calendários já divulgados.

Até o momento, o banco já pagou R$ 156,8 bilhões para 66,2 milhões de pessoas. Foram 223,5 milhões de pagamentos. O site auxilio.caixa.gov.br recebeu 1,62 bilhão de visitas e a central exclusiva 111 registra mais de 441 milhões de ligações. O aplicativo CAIXA | Auxílio Emergencial teve 112,7 milhões de downloads e o aplicativo CAIXA Tem, para movimentação da poupança digital, ultrapassa 202 milhões de downloads.

 

O educador e ex-secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, morreu às 20h15 desta segunda-feira (3), aos 63 anos, de falência cardíaca aguda. A morte foi confirmada pelo Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), onde o ex-titular da Secult estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) cardiovascular da instituição.

Jorge Portugal ficou à frente da pasta estadual da Cultura entre 2015 e 2017, na gestão do governador Rui Costa (PT). Portugal pediu exoneração do cargo em setembro de 2017. Na época alegou questões pessoais e profissionais para justificar a saída da Secult.


Natural de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia, Jorge Portugal foi letrista, poeta, professor universitário e compositor. As músicas dele são tocadas em todo o mundo, e interpretadas por grandes nomes da música brasileira.

Ele também foi o idealizador e apresentador do programa educativo "Aprovado", veiculado na emissora TV Bahia. (BN)

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